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20/09/2021 às 04h26 Atualizada em 20/09/2021 às 08h49
Por: Redação Fonte: Carlos Monfort
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Jornalista Carlos Monfort
Jornalista Carlos Monfort

SUCESSÃO PRESIDENCIAL 

= Ainda sem se apresentar na condição de pré-candidato, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vem sendo cortejado por Gilberto Kassab, que deseja vê-lo no PSD para a disputa presidencial.

Os movimentos de Pacheco ainda são discretos. Ao GLOBO, há duas semanas, tratou como “inoportuno” o debate sobre eleição neste momento — ao mesmo tempo, defendeu a necessidade de o país atacar “inimigos reais”, como a inflação e o desemprego.

Observadores do Congresso já notaram o aumento no fluxo de prefeitos de Minas Gerais recebidos por Pacheco e auxiliares — aliados também comemoram a presença do presidente do Senado em uma pesquisa de intenção de votos encomendada por um banco de investimentos, ainda que o desempenho o deixasse na parte inferior da lista.

APOSTA PSD

= Kassab aposta, principalmente, que o desempenho ruim da economia e as consequências trágicas da condução do presidente Jair Bolsonaro na pandemia podem deixá-lo fora do segundo turno, abrindo caminho para Pacheco pela “terceira via”.

— São circunstâncias difíceis de serem revertidas (as que envolvem Bolsonaro). Acredito que no segundo turno possa estar o (ex-) presidente Lula com a terceira via — disse Kassab ontem, em um evento em São Paulo.

ANTAGONISMO

= Pacheco participou da celebração dos 40 anos de fundação do Memorial JK, em Brasília, e do 119º aniversário de nascimento do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Na presidência do Congresso, ele vem acumulando capítulos em que tem antagonismo com Bolsonaro, como nas críticas às falas golpistas do presidente ou a devolução da MP das fake news. (O Globo)

CIRO-MANDETTA

= Apesar de fortes resistências dentro do Democratas, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta tem ensaiado uma aproximação com o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, para tentar construir uma aliança para a eleição de 2022.

Dos seis presidenciáveis que assinaram em março um manifesto em defesa da democracia, visto na época como primeiro passo para a união de forças de centro em torno de uma única candidatura, Ciro e Mandetta são hoje os que estão mais próximos.

Dos demais, dois, Luciano Huck e João Amoêdo, desistiram de se candidatar, e outros dois, João Doria e Eduardo Leite, estão mais preocupados em articulações dentro do PSDB, já que vão disputar a prévia do partido marcada para novembro.

Ciro e Mandetta, inclusive, têm dado declarações públicas de que gostariam de estar juntos em 2022.

Carlos Monfort 

DRT MS 144

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