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Polícia MUDANÇAS

Governo do Paraguai anuncia “limpa” na polícia de Amambay devido à guerra entre facções na fronteira

Ministro cita corrupção em larga escala para justificar

15/10/2021 às 09h26 Atualizada em 15/10/2021 às 09h36
Por: Redação Fonte: REDAÇÃO
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Sede central do comando da Polícia Nacional em Pedro Juan
Sede central do comando da Polícia Nacional em Pedro Juan

O ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, anunciou que haverá transferências em massa na polícia do departamento de Amambay após os últimos acontecimentos na região de fronteira do país com Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que a situação está complicada devido ao combate às drogas e à disputa de território.

“Estamos deslocando mais policiais em Pedro Juan Caballero, haverá transferências massivas também. A corrupção nessa área é grande, acontece que muitas vezes alguns agentes recebem dinheiro de grupos criminosos”, disse o ministro.

O Secretário de Estado afirmou que os narcotraficantes muitas vezes continuam operando de forma desenfreada desde as prisões e que a luta na cidade de Pedro Juan Caballero é por território. Em sua opinião, os criminosos administram grandes somas de dinheiro para permear as instituições do Estado.

O ministro indicou que na época vários "chefes" do narcotráfico foram presos e mortos, mas uma nova disputa começou e os atos de violência aumentaram. Ele ressaltou que os casos de Pedro Juan Caballero também podem ser devidos a um "efeito rebote" porque ele se espreme em um lugar e explode em outro.

“O crime organizado não vai desaparecer, mas pode se deslocar para outro lugar. Precisamos ter mais presença nessa área, isso não é fácil, senão nem o melhor ministro vai conseguir lutar contra eles. Há muito dinheiro em jogo, dinheiro do narcotráfico, o mercado aumentou e a produção aumentou, mas isso não é só no Paraguai, é no mundo”, acrescentou.

Agentes da Polícia Nacional e do Ministério Público realizaram uma operação na madrugada desta quinta-feira na Penitenciária Regional Pedro Juan Caballero, no âmbito da investigação da chacina ocorrida no sábado passado, onde morreram quatro pessoas.

A ação do governo ocorreu após quatro pessoas serem assassinadas com mais de 110 disparos, dentre as quais Hailee Carolina Acevedo Yunis, filha do governador de Amambay, Ronald Acevedo.

Até o momento são sete detidos, que estão à disposição do Ministério Público.

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